Como o Immersive Learning vai mudar sua vida

Como o Immersive Learning vai mudar sua vida

O SXSW 2019 trouxe o immersive learning como a grande tendência para estímulo de aprendizagem disruptiva.

Estou participando, pela primeira vez, do SXSW Conference & Festivals, um dos maiores eventos de inovação em tecnologia e economia criativa do mundo, que reúne especialistas de diversos setores, com o intuito de antecipar as tendências que irão transformar o mundo nos próximos anos. O SXSW 2019 está acontecendo desde 8 de março e vai até o dia 17 do mesmo mês, em Austin, no Texas.

As conferências e os festivais ocorrem em diversos locais espalhados por toda a cidade de Austin. Quase 6 mil palestrantes se apresentam este ano, com mais de 100 mil pessoas circulando pelo evento, das quais pouco mais de 2.000 são brasileiros, maior delegação no festival. Impressionante.

Estou realizando lives diariamente para algumas redes de comunicação da Nexialistas e, entre os temas (chamados de trilhas por aqui) de maior destaque até agora, estão o futuro do trabalho, blockchain, serviços por assinatura, a evolução dos transportes e serviços de delivery,  fake news – navegando em uma era de desconfiança digital, cross reality – realidade aumentada e virtual, startups, entre outros.

Uma das trilhas que causou bastante curiosidade e que mostra a versatilidade do evento, além de reforçar que o SXWS é um polo de tendências, foi o destaque dado ao setor de cannabis, que está em verdadeira evolução. Um tema que sempre foi um tabu, mas está virando business à medida que a indústria legal de cannabis cresce para novos mercados e amadurece nos já existentes. Com novos produtos e negócios exclusivos, o segmento vem abrindo caminho para os mais diversos consumidores, de todas as idades preocupados com saúde e bem-estar.

Bem, após um apanhado geral sobre as primeiras impressões do SXWS 2019, entre tantas trilhas de destaque, a que mais me chamou a atenção foi sobre o immersive learning, pela forma de aprendizagem disruptiva que essas tecnologias propõem.

 A realidade virtual, a realidade aumentada e a realidade mista são pioneiras em novas maneiras de melhorar drasticamente a forma como vivenciamos o mundo ao nosso redor.

 Immersive learning, uma forma de aprendizagem disruptiva

Immersive learning são todas as tecnologias que fazem com que o profissional esteja inserido no processo de aprendizado em sua mais profunda essência.

Certamente você já viu aquele óculos de realidade aumentada por aí. Até então, nenhuma novidade. Mas acho que o grande diferencial deste ano foi saber que as tecnologias de criação já são quase gratuitas. Com isso um mar de oportunidades se abriu para todo tipo de mercado. Desde fazer compras se transportando para um supermercado, visitando o Coliseo em Roma, a cena de um homicídio, e até, assistindo a uma cirurgia plástica. Tudo para ressaltar a experiência do usuário.

Assisti a uma palestra sobre realidade virtual mostrando que em vez de ensinar para as crianças por meio de livros e afins, você coloca o óculos de realidade virtual aumentada nelas para que possam entrevistar, por exemplo, um sobrevivente do holocausto. Muito diferente.

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A palestra foi ministrada por Stephen Smith, executive director da USC Shoah Foundation, que produziu um documentário sobre o tema chamado de “The last goodbye”, um documentário de 16 minutos muito forte sobre o holocausto, que prova que o cinema VR – realidade virtual não é somente um truque tecnológico.

Já para jovens com um pouco mais de equilíbrio emocional, é possível transportá-los para dentro do Campo de Concentração de Majdanek, na Polônia, por meio de um sobrevivente do holocausto, Pinchas Gutter, que teve sua irmã gêmea, sua mãe e seu pai entre as 78 mil pessoas que foram mortas lá. Radical? É a aprendizagem imersiva.

O formato em VR possibilita ao espectador interagir de uma maneira diferente e vivenciar a realidade de um campo de concentração. É possível sentir e enxergar os guardas andando e ver os prisioneiros de forma bem real em 360 graus.

Portanto, falar de immersive learning é um convite a falar 
das tecnologias de realidade aumentadas, virtual e mista.

Para quem não sabe das diferenças entre realidade virtual aumentada (ou AR, de augmented reality) e a realidade virtual (ou VR, de virtual reality), ambas aparecem como promessas de oferecer uma nova forma de se comunicar, jogar e navegar, mas as duas ainda são vistas, no Brasil principalmente, como tecnologia de vanguarda por quem já as usa em seus projetos. Basta andar pelo shopping center e ver filas enormes de empresas demonstrando os óculos de maneira a arrancar alguns Uau´s! daqueles que acham que é igual a andar em uma montanha russa.

Realidade Virtual – VR, ou realidade virtual, trata do mundo digital, quando as imagens e os sons ao seu redor são substituídos por conteúdo virtual, gerados por computador. Esse “ambiente falso”, feito com elementos gráficos, pode ser muito semelhante ao mundo real, capaz de envolver você em 360 graus e em três dimensões para transmitir uma ilusão (como em um videogame em 360 graus).

A VR tem o objetivo de recriar da melhor forma possível as sensações de “realidade”, permitindo interação com objetos virtuais, em tempo real, sem conexão com o físico.

Realidade Aumentada – AR, ou realidade aumentada, trata do mundo real. É quando você olha para um ambiente que existe e vê elementos sobrepostos, com informações e gráficos específicos de uma localização. Aqui na Nexialistas já fizemos diversos deles e sempre há um impacto da aprendizagem brutal.

Um exemplo clássico é o Pokémon GO, que possibilita aos jogadores capturar, batalhar, treinar criaturas virtuais, as quais aparecem nas telas de dispositivos como se fossem do mundo real. A AR é a integração de informações virtuais (na tela) e o mundo real.

Realidade Mista – Trata-se de uma mistura das duas tecnologias, porém estão cada vez mais próximas. O termo “realidade mista” (ou MR, de mixed reality) descreve a tecnologia que combina a sobreposição da realidade aumentada no mundo real com a capacidade da realidade virtual de inserir elementos gráficos e digitais sobre a tela de visualização.

National Geographic lança app de VR para explicar sobre história e geografia

Outro exemplo que posso citar de VR é o app lançado pela National Geographic, que explica de forma interativa sobre história e geografia usando a realidade virtual, mostrando as planícies, os planaltos, entre outros relevos.

O tema foi bem explorado no SXSW pela Bethany James – VP, digital products e user experience da National Geographic, abordando o app que desenvolveram de realidade aumentada, no qual é possível ver dinossauros caminhando, a estrutura óssea deles e por que foram extintos da face da terra.

Youtube anuncia série com realidade virtual em parceria com a National Geographic 

Enfim, o immersive learning está muito atrelado à tecnologia, o que possibilita esse tipo de experiência, transpondo em realidade.

Há um potencial de crescimento exponencial. Estamos entrando na XR, ou Cross Reality, que mistura RA, RV e mundo real. Em teoria, essa tecnologia combina perfeitamente os mundos físico e digital.

O futuro das tecnologias imersivas

Ainda com pouco incentivo no Brasil, gigantes do mercado como Google, Samsung, Sony, Facebook e HTC criaram, em 2016, a GVRA – Associação de Realidade Virtual Global.

Segundo Rodrigo M. Terra, diretor de formatos, conteúdo imersivo e experiências, estratégias para histórias multiplataforma: “As tecnologias imersivas estarão cada mais móveis, mais conectadas com nosso organismo e fisiologia (seja através de sensores artificiais ou mesmo em contato direto com nosso corpo) e cada vez mais buscando a percepção da indistinção do que é gerado por um computador e do que é gerado pelo nosso cérebro”.

Atualmente a realidade aumentada está sendo usada em muitos formatos
para fins educacionais; existe AR para aprender inglês, 
ciências, história e geografia (como citei), para entender 
os órgãos humanos, entre outros.

Bem, espero que tenham gostado do tema e que continuem acompanhando minhas lives e principais notícias sobre o SXSW!

Para acessar o dia 2 de SXSW, clique aqui! 

Alberto Roitman é sócio e Chief Crative Officer da Nexialistas Consultores além de Autor dos Livros: Você é o que Você Entrega! e a Última Chance!.

 

fonte: https://www.linkedin.com

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